Mapa político de MS: nas principais cidades em 2026
Mato Grosso do Sul tem 8 nomes na corrida eleitoral para governador neste ano. O 1º turno será em 4 de outubro.
Com os principais colégios eleitorais e polos econômicos de Mato Grosso do Sul sob comando de partidos alinhados ao governador Eduardo Riedel (PP), o mapa político para a disputa pelo governo do Estado em 2026 começa a ganhar forma. Do outro lado, candidatos que fazem oposição ao governo tentam transformar a eleição em uma disputa mais competitiva.
Cinco das principais cidades do estado são administradas por partidos que apoiam Riedel. Campo Grande é comandada pelo PP; Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas, pelo PSDB. Já Corumbá, administrada pelo PSB, aparece como exceção nesse mapa.
🔎Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Três Lagoas e Corumbá representam a metade do eleitorado de Mato Grosso do Sul, com 1 milhão de eleitores. Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os 79 municípios do estado totalizam mais de 2 milhões de eleitores.
Para o analista político Adilson Trindade, a presença de aliados de Riedel nos principais municípios amplia a estrutura política disponível ao governador, mas o resultado da eleição dependerá também da capacidade dos candidatos de transformar esse apoio em votos.
Atualmente, oito candidatos disputam o governo estadual:e
- Eduardo Riedel (PP), que tentará a reeleição;
- Delcídio do Amaral (PRD);
- Fábio Trad (PT);
- João Henrique Catan (Novo);
- Lucien Rezende (PSOL);
- Daniel Lemes (PCO);
- Jefferson Bezerra (Agir);
- Renato Gomes (Democracia Cristã).
Base governista domina principais municípios
As eleições municipais de 2024 consolidaram o atual desenho político do estado, com as cidades mais estratégicas governadas por aliados a Riedel.
- Em Dourados, o PSDB retomou protagonismo com a vitória de Marçal Filho.
- Em Três Lagoas, os tucanos mantiveram uma de suas principais bases.
- Em Campo Grande, Adriane Lopes garantiu a permanência do PP na prefeitura.
- Já Corumbá, administrada por Gabriel Alves de Oliveira do PSB, se insere em um cenário dividido entre eleitores alinhados à direita e centro-direita e, à esquerda política.
Em 2022, por exemplo, no primeiro turno, o candidato vencedor foi Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mas o cenário se inverteu no segundo turno, com Jair Bolsonaro (PL) ficando à frente, segundo consta no TSE.
Para o analista político Adilson Trindade, a presença de aliados nos principais municípios pode favorecer o projeto de reeleição do governador.
“Sem dúvida nenhuma, o governador Eduardo Riedel sai na frente. Ele tem a máquina na mão, uma forte estrutura partidária e o apoio da maioria dos prefeitos e vereadores do estado”, afirma.
Mais da metade do eleitorado de MS está concentrada em cinco municípios
Segundo os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os cinco maiores colégios eleitorais de Mato Grosso do Sul reúnem 51% do eleitorado de todo o estado. Campo Grande sozinha concentra cerca de 31,6% do eleitorado estadual.
Ao todo, 2.024.884 pessoas estão aptas a votar neste ano no estado, conforme as informações consolidadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). Os números de eleitores nas cinco cidades são:
- Campo Grande – 640.453 eleitores;
- Dourados – 166.157 eleitores;
- Três Lagoas – 88.672 eleitores;
- Ponta Porã – 70.104 eleitores;
- Corumbá – 67.794 eleitores.
Para Adilson Trindade, o desempenho dos candidatos nesses municípios pode ser decisivo para o resultado.
“Campo Grande é o maior colégio eleitoral do estado e Dourados é o segundo. O candidato que conseguir ser mais votado nesses dois municípios larga com uma vantagem muito importante para ganhar a eleição”, avalia.
Além dos grandes centros urbanos, Três Lagoas representa o principal polo industrial do interior. Corumbá, por sua vez, possui relevância regional por sua localização estratégica na fronteira e no Pantanal.

