Indígenas de Sidrolândia são retirados pela polícia

A Polícia Militar (PM) retirou, na manhã deste domingo (14), indígenas que ocupavam duas fazendas em Sidrolândia (MS). Segundo a corporação, houve incêndio em residências, furto de insumos e danos a maquinários durante a ação.

As áreas ocupadas eram as fazendas Água Clara e São Sebastião. Imagens divulgadas pela polícia mostram casas destruídas pelo fogo na Fazenda São Sebastião.

De acordo com a polícia, máquinas agrícolas também foram danificadas. Árvores foram derrubadas e usadas como barricadas para dificultar a entrada das equipes.

Os policiais permanecem na região para evitar um possível retorno dos indígenas.

Equipes da perícia técnica estão nas propriedades para levantar os danos materiais, o furto de insumos e os prejuízos aos maquinários e às estruturas das fazendas.

O caso será encaminhado à Polícia Civil.

O que diz a Famasul

 

Em nota a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) disse que repudia as ações ocorridas nas fazendas. Leia a íntegra:

A Famasaul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), repudia com veemência o ato criminoso ocorrido na Fazenda São Sebastião, no município de Sidrolândia, neste sábado (13). A propriedade rural, adquirida de maneira legítima pelo proprietário, foi invadida e depredada por um grupo criminoso formado por indígenas.

Os invasores atearam fogo, roubaram maquinários, insumos agrícolas, cavalos e gado. A sede e toda a estrutura da propriedade rural foram queimadas, causando prejuízos incalculáveis e impedindo o legítimo exercício da atividade produtiva. Árvores foram derrubadas e transformadas em barricadas na tentativa de impedir que a polícia chegasse aos criminosos.

A Federação reforça que o direito de propriedade privada é previsto na Constituição e deve ser respeitado. Não podemos aceitar que produtores rurais continuem arcando com prejuízos materiais e psicológicos sem responsabilização dos criminosos e sem qualquer ressarcimento pelas perdas que são resultado da impunidade. É urgente a adoção de medidas firmes e efetivas que assegurem o cumprimento da lei e a segurança jurídica no campo.

É preciso que a Justiça e as autoridades competentes ajam com firmeza, investigando, identificando e responsabilizando os autores do ataque na fazenda São Sebastião. É inadmissível que qualquer pessoa, independentemente da etnia, atente contra a propriedade privada, contra a segurança jurídica e permaneça impune.

A Famasul continuará atuando de forma incansável pela paz no campo, pelo respeito ao Estado de Direito e pela segurança jurídica que garantem a produção, o desenvolvimento e a harmonia social em Mato Grosso do Sul.

Por Loraine França, Adriano Fernandes, g1 MS e TV Morena — Mato Grosso do Sul

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